isto é raiva ou só tô de saco cheio


concordando com o domingos oliveira e espalhando:

CARTA ABERTA AOS ARTISTAS DE VERDADE OU OS OPERÁRIOS DA CATEDRAL

Se você tem certeza que é um artista de verdade, que sua razão de ser é a Arte, que sem a Arte você morreria, leia isso: É um chamado, uma convocação. Pouca gente sabe o que é a Arte. E, no poder, quase ninguém. Por isso acontecem absurdos como essa badaladíssima discussão. Juca Ferreira versus Lei Rouanet. E a coisa da OS (Organizações Sociais). São movimentos atuais que em resumo consistem em entregar o dinheiro disponível para a Cultura, através de várias Leis e processos, para o Governo. Aumentar o Poder do Governo, confiando em seus critérios para julgar. De que modo deve ser usado o dinheiro público (isenção de impostos ou outras coisas).. É claro que os destinos do cinema e teatro brasileiros não devem continuar sendo regidos por diretores de departamentos de marketing (embora eles tenham se comportado, até hoje, razoavelmente bem). Como este ponto é indubitável, J Ferreira ganha sempre as discussões, posto que está com a razão. O dinheiro público deve ter a tutela do governo, para que possa ser aplicado no bem comum. E nesse tipo de teoria, perdemo-nos todos em reuniões infindavelmente monótonas e vazias de conteúdo. Claro que o dinheiro da Arte e da Cultura deve ser comandado pelo Governo. A propósito, deve ser dito que já é. Posto que os maiores patrocinadores são estatais (Petrobrás e outras). Não é importante saber se o dinheiro fica com o Juca Ferreira ou com a Petrobrás. O importante é saber o que eles vão fazer com isso. E eis que chega a pergunta que ninguém faz, por falta de coragem:
- Que tipo de filme ou peça o ministro JF acha que deve ser produzido? Quem vai levar o dinheiro? É isso que interessa. O ministro imediatamente argumentará que essa decisão não é dele, e sim das comissões que constituirá. Será uma inverdade quando ele disser isso. Perigosa inverdade. As comissões são controladas por quem as nomeia. Sendo sempre altamente manipuláveis. De modo que é preciso saber qual é o gosto pessoal do Juca. Que concepção ele tem da Arte e da Cultura. Observemos que começa aqui a fatal confusão. A Arte faz parte da Cultura, mas não é a Cultura. É maior e mais importante que a Cultura, ou pelo menos pertence a outro departamento. Cultura é Educação. É uma coisa que se preocupa, que aprende, que bebe na fonte do passado. A Arte é a locomotiva da Cultura. É o arauto que anuncia o futuro. A Arte diz respeito àquilo que não existia ainda, e está sendo criado. A Arte defende a humanidade.
Quando escrevo essas palavras estranhas, pressinto a incompreensão. São transcendentes, confesso. A Arte é transcendente. É a mais forte arma de comunicação, recurso didático para tornar os homens civilizados. A Arte ensina aos homens seus maiores valores. O amor, a dignidade, a honra, o patriotismo, a cidadania, a solidariedade. Por causa deste nobre alcance, a Arte jamais é citada em debates públicos. A massa burguesa da maioria encarregou-se nos últimos séculos a desmoralizar a palavra Arte. Segundo estes tolos, a Arte é uma coisa desnecessária, fútil, em geral exercida por gente que não gosta de trabalhar. Quando, na verdade, a Arte é o único trabalho verdadeiro. Se você não entende essas palavras ou se elas irritam, pare de ler esse artigo já. Ele não é pra você. Você pode ser um bom sujeito e até um pensador lúcido, mas não é um artista.
Juca Ferreira é um homem forte. De um carisma notável, eloqüência, e, por que não dizê-lo, simpatia irresistível. É preciso saber de um homem desses o que ele entende por Arte.
Repito. Que filmes e peças deveriam ser feitos com o dinheiro público, segundo a opinião pessoal dele?
Para exigir a resposta dessa pergunta, convoco meus pares, os artistas, a repercutir esse artigo. Faz anos que preconizo a existência de um Ministério da Arte. Todos tem medo de mim e preferem me achar ridículo, pensar que estou brincando. Não estou. Penso que a Arte é o que sustenta a Cultura, o que a leva para frente. Não existiria o cinema e o teatro brasileiro sem Glauber Rocha e Nelson Rodrigues. É o artista que tem que ser protegido pelos governos.
Não pensem que puxo a sardinha. Os bons artistas, como eu e muitos, sobreviverão de qualquer jeito. Com Ministério ou sem, não importa as reuniões de Juca Ferreira.
É a Arte que vai abrir os mercados internacionais. É a Arte que nos dará o respeito do público. A Arte é o retrato do país. Um país pobre como o nosso não pode gastar dinheiro público com filmes e peças ruins. Somente devem ser feitos peças e filmes bons! E quem vai decidir o que é bom ou ruim, pergunta o leigo incauto. Ele responde: Isto não pode ser posto em Lei, é subjetivo. Engano fatal. O único que pode julgar a arte é o artista. E não é difícil reconhecer um artista, a primeira vista. É aquele que ama realmente a humanidade e constrói uma obra sobre esse amor.
Atualmente, a palavra “diversidade” sacralizou-se. Quem duvidar disso, morre. Concordo com a diversidade. Mas ela está abaixo do critério da Arte.
Todas as comissões propostas são mistas: minoria dos artistas, maioria de burocratas ou técnicos interessados no assunto ou no prestígio. Isto está errado. Os verdadeiros artistas devem ter a maioria de qualquer comissão, porque somente eles entendem o que é a Arte. É pretensão de outros querer julgar a atividade artística.
Enfim, as palavras cansam.
Sei que somente serei entendido pelos artistas de verdade. Para eles que escrevo e peço que não me deixem sozinho e repercutam, a seu modo, esse meu artigo. Tenho certeza que vocês concordarão, sendo artistas verdadeiros.
Na prática, confesso que sou a favor do Juca e das OSs. Um homem deve lutar pela Lei correta. E depois lutar, mais agressivamente ainda, contra aqueles que aplicam mal a Lei. Essa é uma briga que vem depois. Apesar de que eu, artista, não tenho tempo pra isso. Minha obra me espera. Tenho pouco tempo. A eternidade seria pouco...
Somente a Arte salva, sem a Arte não há salvação.
“Oh, minha alma! Não aspira a vida imortal, porém esgota o campo do possível” (Píndaro)
Por favor, repercutam, companheiros.

Com todo respeito ao ministro, e até confiança,
Domingos Oliveira.

 



Escrito por kelly às 02h14 PM
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Era abril ainda. Abril é outono, mas ela sentia como primavera. Abril em Portugal, existe uma música com esse nome? April in Paris. No verão, ela não existia, passava os dias a reclamar do calor, da umidade. No inverno, ela também não existia, reclamava da falta de aquecimento central nas residências brasileiras e falava horas sobre o quanto era legal em Londres, onde via a neve pela janela, mas podia andar de lingerie dentro de casa. “No Brasil a gente passa frio o tempo todo...” Era abril. O ano já começara. Janeiro, fevereiro, março e abril que já acabava. Talvez fosse melhor não tentar mais nada este ano. Talvez melhor deixar para o ano que vem, afinal, o primeiro semestre já estava praticamente acabado. Ela não lutava porque não sabia pelo que lutar. Muito menos como. No Twiter tinha lido que operação de guerrilha mesmo, havia sido a revolução cubana, o resto eram publicitários com calças da Daslu e camisetas do Che Guevara. É isso: ela já tinha sido punk de butique, revolucionária de butique e agora era só mais uma niilista de botique. Cursinhos na Casa do Saber. Café na livraria da vila. Barco Virgílio. Escola São Paulo. Filosofia para preencher o vazio que o shopping não mais preenchia. Quantos vanilla lattes diários um ser humano podia consumir? É possível se matar com uma overdose de capuccino? A boca amarga, o café já azedando na boca, o suco gástrico subindo pelo esôfago. Será que a gente morre de tanta cafeína ou vomita tudo antes? Ela odiava vomitar. Preferia a anorexia à bulimia. Não comer. Ser leve ao ponto de não deixar pegadas sobre a neve. Uma frase de uma música do Manic Street Preachers. Não tinha certeza, mas provavelmente letra do integrante que desapareceu já há anos e que, agora, a família admitia ter se suicidado.  



Escrito por kelly às 01h31 PM
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8 filmes em uma semana e coloco o capítulo cinema em dia:

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1-  INÚTIL Wu Yong. China, 2007. Direção: Jia Zhang-ke.

Frei Caneca Unibanco Arteplex 4, sáb.: 24h (projeção digital).

2 – KATYN Idem. Polônia, 2007. Direção: Andrzej Wajda.

Cine Bombril 2, sex., sáb. e qua.: 15h, 19h20 e 21h40. Dom.: 15h e 21h40. Seg.: 15h. Ter.: 19h20 e 21h40 (projeção digital).

3 - SIMPLESMENTE FELIZ Happy-Go-Lucky. Reino Unido, 2008. Direção: Mike Leigh.

Espaço Unibanco Augusta 4, sex. a dom., ter. e qua.: 14h10, 16h40, 19h10 e 21h40. Seg.: 14h10, 16h40 e 19h10.

4 - SINÉDOQUE, NOVA YORK Synecdoche, New York. EUA, 2008. Direção: Charlie Kaufman.

Frei Caneca Unibanco Arteplex 9, sex. a qua.: 14h10, 16h40, 19h10 e 21h40.

HSBC Belas Artes/Sala Villa-Lobos, 14h, 16h30, 19h e 21h30.

5 - TONY MANERO Idem. Brasil/Chile, 2008. Direção:Pablo Larraín.

HSBC Belas Artes/Sala Mário de Andrade, 14h (projeção digital).

Reserva Cultural 1, 13h (projeção digital).

6 - VALSA COM BASHIR Vals im Bashir. Israel/França/Alemanha, 2008. Direção: Ari Folman.

Espaço Unibanco Augusta 5, sex. a qua.: 22h.

HSBC Belas Artes/Sala Oscar Niemeyer, sex.: 16h30, 18h30 e 20h30. Sáb. a qui.: 14h30, 16h30, 18h30 e 20h30. Sáb.: também às 22h30.

Reserva Cultural 1, sex. a seg., qua. e qui.: 15h e 21h20. Sáb.: também às 23h10. Ter.: 15h.
7 – VITUS Idem. Suíça, 2006. Direção: Fredi M. Murer.

Espaço Unibanco Pompeia 10, sex. a qua.: 15h30 (projeção digital).

8 - VOCÊS, OS VIVOS Du Levande. Suécia/Alemanha/França/Dinamarca/Noruega, 2007.Direção: Roy Andersson.

Espaço Unibanco Pompeia 10, sex. a qua.: 13h40, 20h e 22h. Sáb.: também às 24h (projeção digital).

Frei Caneca Unibanco Arteplex 7, sex. a qua.: 13h30, 15h20 e 19h50 (projeção digital).



Escrito por kelly às 01h30 PM
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pequeno poema insone:

meu cu

minha teta

meu cu

minha teta

meu cu

minha teta

bu ce ta



Escrito por kelly às 04h08 AM
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momento auto-ajuda I

peguei no updaters:

 

momento auto-ajuda II:

susan boyle

http://www.youtube.com/watch?v=9lp0IWv8QZY




Escrito por kelly às 02h43 PM
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eudoumurroempontadefacaebatocomacabeçanaparedeemeatropeloenãoparonãorespironãobatonabarradeespaçobatocomacabeçanaparededoumurroempontadefacaenadamudanadamudanadamuda



Escrito por kelly às 06h17 PM
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When I Grow Up from Fever Ray on Vimeo

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Escrito por kelly às 06h15 PM
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