isto é raiva ou só tô de saco cheio


o que eu queria ser

o que eu queria fazer

 



Escrito por kelly às 11h39 AM
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no último final de semana, finalmente, vi paranoid park

se você me conhece um pouco, já sabe que amo o gus van sant

paranoid park é meu sonho e meu pesadelo

meu sonho como filme. van sant fez com crime e castigo o que eu sonho em fazer com memórias do subsolo

existe uma diferença fundamental, o crime em paranoid park é, ao contrário do em crime e castigo, acidental

é homicídio culposo, não é doloso

mesmo assim, é muito mais crime e castigo que nina, não?

é meu pesadelo também, pois é esse meu pesadelo recorrente:matar alguém e, o pior, aguentar a culpa

é, sempre a culpa

 



Escrito por kelly às 05h36 PM
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eu passo o dia pesquisando coisas na rede - rede=internet, ainda não comprei uma rede física pra pendurar na varanda

será que ninguém quer contratar meus serviços de trend researcher (tem um nome pra isso, mas esqueci)?



Escrito por kelly às 01h19 PM
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tava pensando:

não preciso de freud

meu problema é físico, newton explica:

um corpo em repouso tende a continuar em repouso

lei da inércia, não?

alguém me empurra pra ver se eu pego no tranco?



Escrito por kelly às 01h11 PM
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Eu tinha 14 anos. Oitava série. Escola Municipal de Primeiro e Segundo Grau “Dr. Getúlio Vargas”. Minha primeira apresentação no Festival de Teatro da escola. No ano anterior minha peça tinha sido censurada, mas isso é outra história. Montagem de “O Pequeno Príncipe”. Concepção e direção da Mazé, professora de Português e Inglês “The book is on the table”. Eu era o pequeno príncipe e isso foi bem antes da Luana Piovani achar que ela é o pequeno príncipe. Não me lembro bem as circunstâncias que levaram à minha escolha pro papel principal. Talvez minha já vasta experiência como a gata dos Saltibancos, a amiga sem nome da “Márcia era uma menina pobre”, algum papel no “Rapto das Cebolinhas” e a já citada peça censurada de minha autoria. Até então eu nunca tinha lido “O Pequeno Príncipe”, eu tinha o livro e sempre li muito, mas não tinha lido, não sei bem por que, acho que preconceito, “livro de miss”, né? Essa coisa de miss ainda era grande na Sorocaba dos anos 80. Eu já era metida a intelectual... sei lá. Bem, eu era o princípe, o Celinho (e seus maravilhosos olhos azuis (ou verdes?), o aviador, a Tânia era a raposa. Gente! Eu não me lembro do elenco todo? Lembro que foram muitos ensaios. Lembro que a Mazé ficava no comando do aparelho de som, era um 3 e 1, e ela apertava com tanta força os botões de play e pausa, aqueles “clicks” sempre acabavam com a minha já pouca concentração. Noite de estréia. Meu figurino era uma calça branca com botas de cavaleiro, camisa branca e uma casaca de lamê (é esse o nome daquele tecido que brilha?) azul com arremates dourados. Deve ter fotos na casa do meu pai. Por que não tem super 8, Vhs? Meu pai sempre registrou tudo... por que será que não a peça? E o cabelo. Meu cabelo ainda era virgem, castanho claro. O príncipe tinha cabelos da cor do sol e minha mãe não deixou que eu descolorisse. Alguém achou um pó meio dourado pra passar no meu cabelo e dar um efeito qualquer. Ficou um desastre. Entramos em cena. “Por favor desenha-me um carneiro?” Logo no início eu dei um tapa na cabeça, tinha algo a ver com minha interpretação, mas não me lembro o que. O tal pó dourado formou uma nuvem dourada, irritando olhos e gargantas do príncipe e do aviador. Acho que não era esse o efeito desejado... “Ax pessoax tem extrelas que são guias...” Foi tudo razoavelmente bem, ao menos na minha memória. Minha mãe na platéia me conta depois de dar os parabéns que uma senhora que estava sentada atrás dela, na hora em que o príncipe morre, cresce, voa... interprete como quiser, falou: “Ainda bem que morreu, a voz dessa menina é insuportável!”. Até hoje não sei porque minha mãe me contou isso.

Lembrei disso lendo a folha hoje. Ano França-Brasil. Isso não foi o final da copa de 1998? Bem, em outubro tem O Pequeno Príncipe na Oca. Tô quase pedindo pra trabalhar na montagem da exposição. Se eu entendo do assunto? Eu fui o Pequeno Príncipe!!!!!

Na verdade, até hoje não sei bem o que acho do Pequeno Príncipe... Acho que, como já em 1983, prefiro o Príncipe Feliz do Oscar Wilde...

Ah... acho que o Pequeno Príncipe tá tentando falar comigo:

‘Ela nunca está em casa quando lhe telefono... À noite também ainda não chegou... Não telefona... Estou muito zangado com ela!’

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2103200907.htm

 

 



Escrito por kelly às 02h23 PM
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MINHA PROGRAMAÇÃO CULTURAL

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Vídeos de Matthew Barney estão expostos na Escola São Paulo 

 

GRAN TORINO Idem. EUA/Austrália, 2008.Direção: Clint Eastwood.

PAGANDO BEM, QUE MAL TEM? Zack and Miri Make a Porno. EUA, 2008.

FROST/NIXON Idem. EUA/França/Inglaterra, 2008. Direção: Ron Howard.

MILK - A VOZ DA IGUALDADE Milk. EUA, 2008.Direção: Gus van Sant.

VITUS Idem. Suíça, 2006. Direção: Fredi M. Murer.

 

AVENIDA DROPSIE Texto: Will Eisner. Direção:Felipe Hirsch. Com: Guilherme Weber, Leonardo 

COMUNICAÇÃO A UMA ACADEMIA Texto: Franz Kafka.Direção: Roberto Alvim.

ELE PRECISA COMEÇAR Texto e interpretação: Felipe Rocha. Direção: Felipe Rocha e Alex Cassal.

HOMEMÚSICA Texto, direção e interpretação: Michel Melamed.

O HOMEM DA TARJA PRETA Texto: Contardo Calligaris.Direção: Bete Coelho.

 

OCA - INTEMPÉRIES - O FIM DO TEMPO 

Millan - MIRA SCHENDEL

Sesc Pinheiros - REALIDADES IMPRECISAS 

Itaú Cultural  - Rumos Artes Visuais - Trilhas do Desejo

 

eu vou no Radiohead, vou porque já comprei, não tô mais com vontade...

 

e hoje tem mostra dos filmes da AIC no ASTRONETTE

 



Escrito por kelly às 12h55 PM
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o dionísio neto vai encenar "carta ao pai" - kafka?

tem como proibir?

 



Escrito por kelly às 01h53 PM
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a implicante

cinema.

é o cinema ainda tem o poder de me transformar.

mas tem que ser cinema mesmo.

não vale dvd, blu-ray.

pode até ser essas projeções digitais de merda, mas na sala de cinema.

e sem pipoca. a pipoca me distrai. 

não pode ser cinema lotado também.

não gosto de ninguém sentado ao meu lado.

a respiração dos outros me atrapalha.

chata?

implicante?

velha?

'magina... é que sempre tive dificuldade de concentração...



Escrito por kelly às 08h23 PM
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SCRAPBOOK

Ella canta o songbook dos Gershwins e eu sinto pena de mim mesma.

Não, gosto de ter dó de mim.

By the way, dó continua sendo substantivo masculino, não? Ou já foi aceito como feminino?

Eu acho “uma dó” tão feio!

Bem, sinto pena de mim.

A internet não conecta direito.

Ninguém quer saber do meu talento, apenas de meus contatos.

Duvido de meus talentos. Me sinto uma total fraude.

 

Solidão, paixão, transferência e stalking. Este é o tema do dia.

1 – O cara trabalha como segurança. Passa o dia naquelas salas com monitores. Funcionário terceirizado, prestando serviço em uma grande empresa – sei lá por que, mas imagino o Itaú do metrô conceição. Começa a prestar atenção a uma garota. Ela não é particularmente bonita ou charmosa ou gostosa, mas por um daqueles acasos, ele gosta de segui-la.

Primeiro, se contenta em observar a garota chegando, indo e voltando do almoço e indo embora, depois começa a seguir seus passos pelas várias câmeras. Ela desaparece. Ele abandona sua sala e descobre, através de uma amiga dela, que ela foi transferida de setor. Ele consegue localizar a garota e continua stalking. Consegue acesso aos dados do rh e descobre o endereço da garota. Tenta falar com ela, mas ela se assusta. Tenta de novo e é denunciado. Perde o emprego. Consegue dinheiro emprestado, compra aliança e vai atrás da garota. É desprezado e se desespera. Tenta sequestrar a garota, mas dá tudo errado e ele acaba matando a menina. Congela o corpo em um frigorífero abandonado, mas não consegue viver com a culpa.

2 – Mulher tem dificuldade de se comunicar com o mundo. Trabalha como tradutora, em casa, só fala com as pessoas via emails. Após traduzir um filme romântico envolvendo um policial, conclui que o grande amor da sua vida é da polícia. Começa a inventar ocorrências e ligar para a delegacia local pedindo uma viatura. Após mais de dez ocorrências-fraude, a polícia vai a casa dela e confisca seu celular. Mulher vira a mulher da história 1?

 

Como a gente preenche o vazio?

Como a gente descobre o que quer?

Como a gente vive?

E por que a gente não desiste?

Por que todo esse apego à consciência?

Por que a esperança supera?

E que esperança é essa?

O que eu estou esperando?

Era tão bom ser criança e esperar a páscoa, esperar o natal, esperar o aniversário, esperar o fim de semana, esperar o horário do programa preferido na tv. Eu não sei o que estou esperando. Invento eventos e, quando eles chegam, descubro que nem queria.

Eu espero você chegar. Você chega e eu não sei o que fazer.

 

E essa falta de vontade?

Isso é químico? É físico?

Vem do ar ou de conexões defeituosas no meu cérebro?

Tudo o que achava que era certo mostrou-se pouco, ou até mesmo errado.

 

Eu passei a vida acumulando informações. São quarenta anos de informações...

E eu ainda não descobri o que fazer com tudo isso.

 

Disciplina – zero.

A verdade é que eu nunca precisei me esforçar pra fazer nada.

A verdade é que eu levo a vida na flauta.

A verdade é que eu espero o mundo acabar em barranco pra morrer encostada.

A verdade é que não sinto vergonha de nada disso.

A verdade é que ainda acho que o mundo gira ao meu redor.

A verdade é que minha culpa é um sintoma do meu egocentrismo.

A verdade é que a única coisa que desprezo em mim é minha incapacidade de fazer o mundo aceitar a minha genialidade.

Hahahaha

 

Na roça não tem rivotril.

Aqui em casa tem rivotril, lexotan, paroxetina, anafranil, lorax, frontal...

Nada me acalma.

Vou bater um bolo.

Assar o bolo.

Fazer recheio e cobertura.

Escrever seu nome em cima do bolo.

E espero que você coma o bolo porque eu não gosto de bolo.

 

E se eu correr?

E se eu sair correndo e só para quando desmaiar?

Será que eu paro de pensar?

E se eu achar um emprego besta e burocrático?

Alguma repartição pública pra bater carimbo.

Acho que é muito fácil e eu vou continuar pensando.

Talvez se eu tiver que bater carimbos em ordem alfabética e diferenciando direita e esquerda fique mais complicado pra mim e eu pare de pensar.

Acho que é a história da minha vida: procurar maneiras de parar de pensar.

Desde a escolinha, não?

Eu batia nas outras crianças pra parar de pensar.

Eu brigava com as professoras pra parar de pensar.

Eu esperava o namorado, na porta de casa, com o estilete na mão, pra parar de pensar.

Eu tomo remédio pra parar de pensar.

E eu continuo pensando.

E os pensamentos são rasos e confusos.

Eu não sei o que eu quero.

Nunca soube.

E acho que nunca vou saber.

Eu sinto muito.

Eu acho que sinto muito, mas eu não sei.

 

Vou reestartar o pc pela décima vez pra ver se consigo me conectar.

Me conectar e ler fofocas, ver colunas sociais, ler blogs inteligentes e imbecis.

Ocupar minha cabeça com qualquer coisa que não seja sentir pena de mim.

 



Escrito por kelly às 03h41 PM
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MINHA PROGRAMAÇÃO CULTURAL

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Vídeos de Matthew Barney estão expostos na Escola São Paulo 

 

ENTRE OS MUROS DA ESCOLA Entre les Murs. França, 2008. Direção: Laurent Cantet.

3 MACACOS Üç Maymun. Turquia, 2008. Direção:Nuri Bilge Ceylan.

FROST/NIXON Idem. EUA/França/Inglaterra, 2008. Direção: Ron Howard.

MILK - A VOZ DA IGUALDADE Milk. EUA, 2008.Direção: Gus van Sant.

VITUS Idem. Suíça, 2006. Direção: Fredi M. Murer.

 

NÃO SOBRE O AMOR Codireção: Murilo Hauser.Concepção: Felipe Hirsch e Murilo Hauser. Direção:Felipe Hirsch. Com: Leonardo Medeiros e Simone 

AVENIDA DROPSIE Texto: Will Eisner. Direção:Felipe Hirsch. Com: Guilherme Weber, Leonardo 

COMUNICAÇÃO A UMA ACADEMIA Texto: Franz Kafka.Direção: Roberto Alvim.

ELE PRECISA COMEÇAR Texto e interpretação: Felipe Rocha. Direção: Felipe Rocha e Alex Cassal. 70 min. Não 

HOMEMÚSICA Texto, direção e interpretação: Michel Melamed. 75 min. Não recomendado para menores de 

 

DOMINGO - VIOLETA DE OUTONO Com seu som marcado por lirismo e psicodelia, o grupo incorpora influências de ingleses dos anos 1970, como Camel, Caravan e Soft Machine, e neste show presta um tributo ao ex-Pink Floyd Syd Barrett. Na Mata Café - r. da Mata, 70, Itaim Bibi, região oeste, tel. 3079-0300. 250 lugares. 20h30. 90 min. Não recomendado para menores de 18 anos. Ingr.: R$ 20. CC: AE, D, M e V. Valet (R$ 15). a d c r m l 

 

OCA - INTEMPÉRIES - O FIM DO TEMPO 

Millan - MIRA SCHENDEL

Sesc Pinheiros - REALIDADES IMPRECISAS 

Itaú Cultural  - Rumos Artes Visuais - Trilhas do Desejo

 

e lembrando que na terça, dia 17 é st. Patrick's e reabre o CB

 

 

 



Escrito por kelly às 10h11 AM
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MINHAS FONTES

dediquei um pouco do meu tempo e, olha aí do lado, vários links... 



Escrito por kelly às 01h16 PM
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MINHA PROGRAMAÇÃO CULTURAL

não são coisas que eu necessariamente vá fazer, mas são coisas que eu gostaria de fazer:

filmes, peças, exposições, festas, etc

há probabilidade de eu ficar em casa e não fazer nada disso é imensa, mas eu sempre faço minhas listinhas...

Homemúsica

Melamed abre temporada de última parte da trilogia

Sesc Consolação - teatro Sesc Anchieta - r. Dr. Vila Nova, 245, Vila Buarque, tel. 3234-3000. 320 lugares. Sex. e sáb.: 21h. Dom.: 19h. Até 29/3. Ingr.: R$ 5 a R$ 12. 75 min. Não recomendado para menores de 14 anos.

THOM PAIN - LADY GRAY Texto: Will Eno. Direção:Felipe Hirsch. Com: Guilherme Weber e Fernanda Farah. 80 min. Não recomendado para menores de 14 anos. 

Centro Cultural Fiesp - Teatro Sesi Paulista - av. Paulista, 1.313, Bela Vista, região central, tel. 3146-7405. 456 lugares. Sex. a dom.: 20h. Até 8/3. Ingr.: R$ 10. a d 

FROST/NIXON Idem. EUA/França/Inglaterra, 2008. Direção: Ron Howard. 

QUEM QUER SER UM MILIONÁRIO? Slumdog Millionaire. Inglaterra, 2008. Direção: Danny Boyle.

VITUS Idem. Suíça, 2006. Direção: Fredi M. Murer.

3 MACACOS Üç Maymun. Turquia, 2008. Direção:Nuri Bilge Ceylan. 

O LEITOR The Reader. Alemanha/EUA, 2008.Direção: Stephen Daldry.

MILK - A VOZ DA IGUALDADE Milk. EUA, 2008.Direção: Gus van Sant. 

Matthew Barney

Vídeos experimentais são destaque em mostra

Escola São Paulo - r. Augusta, 2.239, Cerqueira César, região oeste, tel. 3081-0364. Seg. a sex.: 10h às 22h. Sáb.: 10h às 19h. Até 28/3. Livre. Grátis.

 

 



Escrito por kelly às 11h21 AM
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novidade

então, acho que vou tentar editar um pouco o blog.

colocar títulos, criar seções.

vamos ver se dá certo.



Escrito por kelly às 10h58 AM
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