eu cresci no interior... não no meio do mato... na verdade, convivi menos com vacas e galinhas do que as crianças de são paulo, essas, ao menos uma vez na infância, visitaram uma "fazendinha", onde acarariciaram ovelhinhas, viram de perto uma vac, etc...
bem, o assunto nem é esse... então cresci no interior, passei minha infância nos anos 70, isso mesmo, 70.
lembro-me bem que quando andava de carro pela cidade com meu pai, se aparecesse um carro funerário, um enterro, os outros carros davam passagem, ninguém se atrevia a "cortar" o cortejo. ocortejo passava até mesmo pelos sinais vermelhos, sem interrupições. as pessoas faziam o sinal da cruz, e aquelas talvez não-cristãs, olhavam com respeito, lembramdo-se de que a morte existe para todos.
ontem, vi um cortejo fúnebre atravessando a paulista, ninguém olhou, ninguém deu passagem... acho que ninguém nem reparou, ninguém se lembrou de que a morte existe...
Escrito por kelly às 12h14 PM
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