isto é raiva ou só tô de saco cheio


eu sempre me sinto tão triste e tão sozinha no natal...
é como sempre desejasse o natal perfeito, mas não conseguisse defini-lo...
ou talvez eu apenas não goste mesmo do natal...
talvez o natal seja mesmo a mais hipócrita das celebrações,
ou melhor, a celebração da hipocrisia humana.
talvez tenha aprendido isso com minhas tias,
para elas é obrigatória a missa do galo,
a celebração do nascimento de cristo (quem é mesmo esse?).
quando criança ia à missa com elas e via que o que elas
faziam por entre as rezas era reparar na roupa das outras pessoas para comentar
depois durante a ceia, assim como faço hoje quando folheio a revista caras

Escrito por kelly às 04h06 PM
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Escrito por kelly às 01h28 PM
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Joe Strummer, ex-líder da banda punk The Clash, morreu no domingo, aos 50 anos.

O porta-voz de Strummer confirmou a informação, mas não divulgou maiores detalhes. Já o amigo e diretor de vídeos Don Letts disse que o guitarrista morreu de ataque cardíaco.


Escrito por kelly às 12h45 PM
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voltei!
meu modem sofreu um acidente de ordem felina e faleceu...
já estou com um novo.

Escrito por kelly às 10h31 PM
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You Don't Own Me
(Madara-White)

You don't own me
I'm not just one of your many toys
You don't own me
Don't say I can't go with other boys

Don't tell me what to do
Don't tell me what to say
An' please, when I go out with you
Don't put me on display

You don't own me
Don't try to change me in anyway
You don't own me
Don't tie me down 'cause I'll never stay

I don't tell you what to say
I don't tell you what to do
So just let me be myself
That's all I ask of you

I'm young and I love to be young
I'm free and I love to be free
To live my life the way I want
To say and do whatever I please



Escrito por kelly às 08h10 PM
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eu já fiz a minha:

Todo mundo no mundo


Faço suavidade no salão suave
Divino duro
Ninguém é de todo mundo no mundo

Bis

Seja em são paulo, paris
Vamos miau, Vamos miau
Lagarta limpinha love me
Vamos miau, vamos miau
Amor de irmão, desmundo!
Girou a Terra, a terra de maria
Vamos miau, Vamos miau
Boneco bolado, na bola

tente você também no Gerador de Letras Tribalistas
http://www.mundoperfeito.com.br/geraletra.asp


Escrito por kelly às 07h48 PM
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odeio dezembro
na verdade, odeio dezembro, janeiro e fevereiro...
gosto de março só quando o carnaval é em fevereiro.
dezembro tem natal
odeio natal
odeio perú
odeio farofa doce pra comer com perú
tenho dó do perú
odeio a atmosfera de falsa fraternidade
fico deprimida porque queria gostar do natl, mas odeio o natal
depois do natal tem reveillon...
todo mundo tem como obrigação se divertir
vestir branco, pular ondinha, beber champagne de merda...
eu até gostava de reveillon (apesar de sempre ter achado meio opressor),
mas agora I know better....
janeiro...
todos bronzeados,
praia,
congestionamento,
eu:
a) branquela, refletindo o sol, dando réstia
b) vermalha, ardendo, pasando caladryl e dormindo sobre toalhas úmidas
verão, pegação,,,
trocar sáliva com garotos bêbados e imbecis...
fevereiro...
carnaval,
mulata globeleza,
sambas enredos idênticos há 25 anos,
mulheres seminuas buscando a chance de posar para uma revista masculina,
homens bêbados, imbecilizados...
março...
chuva para lavar os pecado... o ano começa...
fico mais velha


Escrito por kelly às 04h13 PM
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dificilmente falo de política por aqui, mas vou quebrar a tradição
estive no maranhão e voltei totalmente atordoada
eu admito que não conheço o brasil...
admito que não entendo o brasil...
fiz uma pesquisa e reproduzo aqui um texto do mauro chavez
que me fez ao menos entender melhor o que vi em são luíz.

OS SARNEYS E O CHARME DA MISÉRIA
Mauro Chaves (*)
Inebriada pelo decantado "crescimento nas pesquisas" da charmosa governadora maranhense
- fruto da antecipação ilegal de um maciço lançamento televisual, sem o necessário
contraditório crítico dos concorrentes -, a mídia tem deixado de concentrar-se num assunto que,
pelas circunstâncias, se tornou de grande interesse público nacional, ou seja, a situação de atraso,
de deficiência estrutural crônica e de miséria em que se encontra um Estado - que já teve grande
importância no cenário cultural e histórico do País - dominado há mais de três décadas por um
retrógrado sistema oligárquico, mantido pelo coronelismo eletrônico - cuja lídima representante
pretende agora governar o Brasil.
Os dados do Censo 2000 do IBGE são, realmente, acachapantes. Das 27 unidades da Federação,
o Maranhão não apenas ocupa um dos piores lugares. Ocupa, precisamente, o pior lugar, o último,
nos índices mais importantes de aferição de desenvolvimento humano - só em alguns itens
subindo ao penúltimo, perdendo (o último lugar) para Estados mais novos e sem tradição.
Desde 1985 o Maranhão mantém o pior PIB per capita de todos os Estados brasileiros.
Além de ser o Estado onde existe a maior quantidade de pessoas, responsáveis pela
manutenção de domicílios, que recebem a vergonhosa remuneração de meio salário mínimo
- isso mesmo, meio salário! -, a renda média dos homens e mulheres, chefes de família no
Maranhão, que não ultrapassa R$343 mensais, corresponde a apenas 44,6% da média nacional
(que é de R$769). No item saneamento básico, enquanto o abastecimento de água aumentou
substancialmente no País inteiro, atingindo a média nacional de 89%, no Maranhão 39,8%
das casas não têm sequer banheiro ou sanitário! Semelhante calamidade higiênica, que não
encontra paralelo nas outras regiões mais pobres do Brasil, se repete quanto à ausência de
coleta de lixo, ao uso de formas inadequadas de esgoto, ao lançamento de resíduos em fossas
rudimentares, valas, rios, lagos e no mar - o que transforma a outrora bela São Luís num
verdadeiro esgoto a céu aberto, com todas as suas praias poluídas.
Aquela que já foi chamada de "Atenas Brasileira", onde "se falava o melhor português no País",
região que já produziu figuras do estofo de Gonçalves Dias, Coelho Neto, Aloísio de Azevedo,
Humberto de Campos, Vespasiano Ramos e tantos outros, que já abrigou um dos melhores
jornais do Império - o Timon, editado pelo insigne Luís Francisco Lisboa -, há muito vive uma
situação de absoluta decadência, abandono e miséria. Sua bela arquitetura colonial não conservada
- e freqüentemente transformada em sujos cortiços -, a ausência de infra-estrutura, a falta de boas
estradas que pudessem facilitar o acesso a lugares de interesse cultural ou turístico, tudo isso
apenas aumenta a já grande desolação do visitante, ante a ostensiva presença da pobreza, espalhada
por suas ruas e praças públicas. Comenta-se que lá é comum professores (registrados em outras
funções) receberem um salário mínimo. É como se todo o progresso conquistado pelo Brasil na
última década, inclusive por Estados nada ricos como Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba,
Pernambuco, Alagoas, Bahia, etc., no Maranhão ficasse apenas em menos da metade.
Como se explica isso? Qual o fenômeno que gerou tão especialíssima decadência?
Há 36 anos - isto é, em 1965 - José Sarney se elegeu governador do Maranhão.
Depois dele, o amigo e correligionário de José Sarney Pedro Neiva de Santana assumiu
o governo do Maranhão. Depois dele, o amigo e correligionário de José Sarney
João Castelo Ribeiro Gonçalves assumiu o governo do Maranhão. Depois dele, o amigo e
correligionário de José Sarney Oswaldo Nunes Freyre assumiu o governo do Maranhão.
Depois dele, o amigo e correligionário de José Sarney Luís Rocha assumiu o
governo do Maranhão. Depois dele, o amigo e correligionário de José Sarney Epitácio Cafeteira
assumiu o governo do Maranhão. Depois dele, o amigo e correligionário de José Sarney
João Alberto assumiu o governo do Maranhão. Depois dele, o amigo e correligionário de
José Sarney Édison Lobão assumiu o governo do Maranhão. Depois dele, a amiga,
correligionária (e filha) de José Sarney Roseana Sarney assumiu o governo do Maranhão
e está para completar um segundo mandato.
Como se explica que alguém que já ocupou o poder supremo da Nação (embora não tenha
conseguido cumprir a promessa do discurso de posse de ser maior do que ele mesmo)
e há mais de três décadas manda em tudo no Estado, sendo dono das emissoras de televisão e
rádio de maior audiência e do principal jornal, tenha deixado que o Maranhão chegasse a tais
vergonhosos índices, apontados pelo Censo 2000 do insuspeito Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística? Como se explica que alguém que mandou edificar, em vida, o próprio mausoléu,
numa iniciativa literalmente faraônica (e, convenhamos, de supremo mau gosto) que nenhum
caudilho latino-americano ou soba africano (pelo menos conhecido) já ousou tomar,
não tenha canalizado, nestes últimos 36 anos, seu poder, suas energias e sua inegável
criatividade em benefício da população miserável de seu Estado?
Ao contrário do que dizem alguns que não o leram, José Sarney é um bom escritor regionalista
e seu melhor livro, Norte das Águas, é quase uma obra-prima. É como se, ao menos em nível
inconsciente, o escritor não pretendesse mudar o cenário da região onde têm desfilado
seus personagens antológicos, como os irmãos Bonsdias, os Boastardes e os Boasnoites.
Seria o caso do sacrifício da ética pela estética, semelhante - mal comparando, é claro -
ao do imperador romano que, para dar maior realismo ao sofrimento da cidade que inspirava suas
canções, mandou queimá-la?
Não tem sentido cobrar idéias da charmosa Roseana Sarney - a não ser, talvez, o maior respeito à
condição feminina, poupando-a da barata exploração eleitoral. Afinal de contas, é muito fácil
encomendar "idéias", até originais, para repeti-las em campanha. O problema está num tipo
de mentalidade, forjada nesse longo processo oligárquico, e de atrasado coronelismo, que nada
tem que ver com o processo de modernização socio-econômica e estrutural que se pretende
para o Brasil do século 21.
Muitos podem estar se perguntando, com certa perplexidade: se, de todos os Estados brasileiros,
o Maranhão é o que apresenta a situação social mais calamitosa, mantendo (desde 1985) o pior PIB
per capita do Pais; se o Maranhão tem hoje a maior parcela da população (62,37%) vivendo a
baixo da linha de miséria (menos de R$80 por pessoa, por mês), de acordo com o Mapa da
Fome da Fundação Getúlio Vargas (FGV); se, nas duas gestões da governadora Roseana Sarney,
a pobreza só cresceu no Maranhão, pois, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
o número de famílias que lá vivem com até meio salário mínimo aumentou 37% enquanto no resto do
País diminuiu 22%; se, nas duas gestões da governadora Roseana Sarney, cresceram tanto a
mortalidade infantil quanto a evasão escolar - segundo dados da mesma respeitada instituição,
contidos no Censo 2000; se, segundo a última medição do Índice de Desenvolvimento Humano
(IDH) da ONU, o Maranhão está no mesmo patamar de miséria de nações africanas como Gana e
Congo - e basta lembrar que 39,8% das casas maranhenses não têm sequer banheiro ou sanitário;
como se explica, entã

Escrito por kelly às 02h47 PM
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