era aniversário dela. ele apareceu. ela foi pro aeroporto com o casaco vermelho que fora de sua mãe. o mesmo casaco vermelho que lhe dava medo quando criança. (a mão, sabe-se lá porque, usava o casaco vermelho com luvas de couro preto e ela, menina de 4 anos, tinha medo das mãos da mãe em tais luvas, pareciam mãos de macaco). bem, lá foi ela pro aeroporto com o casaco vermelho. se achando tão francesa. ele chegou... teve festa... teve tanto... ela não se lembra mais.
e ele ficou. pintou cada parede da casa de uma cor. cozinha verde exorcista. sala azul e amarela. o poster do taxi driver na escada. la dolce vita sobre a cama. quiseram mudar pra hampstead, mas não foram aceitos pelo landlord. pegaram o dinheiro que era pro depósito do aluguel e compraram um cachorro. brincaram de ser família.
ela fez uns curtas. ele ajudou em alguns. se entupiram de chicken tikka massala do tesco. ele ia de bicleta pro asda. se achavam ingleses. se achavam franceses. se achavam descobridores do mundo.
ele não foi aceito na st. martins e foi embora pra paris.
semana 1 - ele vinha de paris
semana 2 - ela ia pra paris
ele alugou um chambre de bonne no quartier latin. rue de l'harpe. a rua que inspirou a história de sweeney todd.
5 andares de escada. sujeira. frio. mas da janela do colchão, no mezzanino, se via a notre-dame. e la embaixo, o arcodionista tocava la vie en rose pra satisfazer os turistas.
ela gritou: não mata! ele, ignorando o auditório lotado, esmagou a mosca com os dedos ela quis chorar... Escrito por kelly às 05h59 PM
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A 32ª Mostra Internacional de Cinema de SP abriu inscrições para a palestra com o argentino Pablo Trapero, que acontece em 20/10, com o tema "A Mise-en-Scène como Ferramenta Narrativa no Cinema", na Faap (r. Alagoas, 903, Higienópolis). O evento será precedido de sessão exclusiva de "Leonera", o novo filme do diretor. Para se inscrever, é necessário enviar até 5/10 o currículo e um texto curto respondendo à pergunta "por que você quer participar dessa palestra?" para o e-mail oficina@mostra.org. Se for selecionado, o participante ainda paga taxa de R$ 20. Escrito por kelly às 08h29 AM
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Peça do dramaturgo inglês, uma fábula extraída de texto de Dostoiévski, é apresentada no 15º Porto Alegre em Cena
Em monólogo minimalista, com movimentação cênica reduzida em palco nu, o ator Bruce Myers se divide entre narrador e inquisidor
LUCAS NEVES ENVIADO ESPECIAL A PORTO ALEGRE
Um tablado cinza encimado por duas banquetas de madeira, uma luz a abraçar indistintamente a cena, e só: a austeridade de Peter Brook, o inglês radicado na França que é considerado um dos mais importantes diretores de teatro do mundo, faz sua segunda visita ao Brasil neste ano. Depois das pílulas beckettianas agridoces de "Fragments" (fragmentos) -vistas em quatro cidades entre junho e julho-, ele agora encena "The Grand Inquisitor" (o grande inquisidor), fábula extraída de "Os Irmãos Karamazov", de Dostoiévski (1821-1881). A última das três apresentações do monólogo no 15º Porto Alegre em Cena acontece hoje -os ingressos estão esgotados. Não há sessões previstas em outras cidades. Adaptado por Marie-Hélène Estienne (braço direito de Brook no Centro Internacional de Criação Teatral), o texto narra o retorno de Jesus à Terra. Na Sevilha da Inquisição, vai alta a fogueira em que a Igreja Católica lança seus opositores. A volta do filho de Deus e de seu discurso libertário constitui um distúrbio à ordem instituída pelo clero sedento de poder. "És tu? És tu? Por que vieste nos perturbar?", dispara o cardeal inquisidor, depois de mandar recolher o recém-chegado ao palácio do Santo Ofício. É o início do tour de force retórico do ator Bruce Myers, que acumula também o papel de narrador (na abertura e no encerramento da peça) e contracena com um Jesus mudo. Em seu sermão, o inquisidor defende que "o homem prefere a morte à liberdade de escolher entre o bem e o mal; nada é tão sedutor nem tão doloroso". E diz que Cristo, ao resistir às tentações no deserto e pregar o livre-arbítrio, "escolheu aquilo que ultrapassa a força dos homens", condenando-os à desorientação. "Respeitando-os menos, terias exigido menos deles, e isso seria mais como amor", pontifica.
Corrigindo Jesus O trabalho de Jesus, prossegue o cardeal, foi então "corrigido", partindo-se daquilo que ele negou quando posto à prova pelo diabo: milagre, mistério e autoridade. "Reconhecemos a sua fraqueza, tiramos o seu fardo. Livres, os homens teriam tantos labirintos, deparar-se-iam com tantos enigmas que acabariam por se destruir." Ao fim, impassível, Cristo deixa sua banqueta, caminha em direção ao cardeal e beija-lhe os lábios. O narrador segreda: "O inquisidor estremece, seu coração queima, mas ele persiste na idéia [de mandá-lo à fogueira na manhã seguinte]". O rigor da atuação de Myers espelha a concepção minimalista de Brook. Com movimentação cênica reduzida num palco nu, o ator se aferra única e exclusivamente à palavra. Nuances quase imperceptíveis distinguem o narrador do inquisidor, mas são suficientes para assombrar a platéia gaúcha, que aplaude efusivamente por quase cinco minutos. Boa acolhida do público também teve a peça uruguaia "Las Relaciones de Clara" (as relações de Clara), com dramaturgia da alemã Dea Loher -conhecida no circuito paulistano por "A Vida na Praça Roosevelt" e "Inocência", do Satyros. Em cena, uma trilha sonora pop (que vai de "Tainted Love" e "Satisfaction" a "Ne Me Quitte Pas") embala uma seqüência de pareamentos entre personagens que só fazem buscar antídotos à solidão.
hoje começa a vender REM no via funchal Escrito por kelly às 01h12 PM
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peixes: etapa muito fortalecedora para os piscianos que se libertaram de pssoas ou ambientes que não lhe permitiram crescer. Poderão manifestar mais criatividade e liberdade!
Nada será como antes, nunca mais, e isto é motivo de celebração, pois no passado as coisas funcionavam muito aquém do que sua alma era capaz de produzir. O tempo atual, e o futuro também, exigirão mais de você, mas o esforço compensará.
A Secretaria de Estado da Cultura e a TV Cultura lançaram concurso para quatro projetos de telefilmes (R$ 600 mil cada um) e dez de roteiros (R$ 40 mil cada um) para exibir em 2009. Informações: www.cultura.sp.gov.br.
e ele falou que não gostava mais dela. que até gostava, mas que aquilo não deveria ser amor, que ele era muito novo e achava que aos 24 anos não deveria se prender a algo que parecia não ser todo o amor que ele era capaz de sentir. ela não sabia o que dizer, não sabia como discutir os sentimentos alheios. não sabia nem discutir os próprios sentimentos. ela só aceitou... e chorou... por muito tempo.
um dia ela resolveu mudar. tocar a vida. ver o que acontecia. convenceu a mãe a ir conhecer a europa. a mãe e a tia. convenceu o pai a pagar a viagem. viva o poder da manipulação. e lá se foi. "um ônibus brasileiro na europa" acordar na holanda. almoçar na suiça e dormir em veneza. parada final: londres. e lá ela ficou. "mãe, não vou voltar. vou ficar aqui." ficou.
se sentiu sozinha. começou a fumar. quis ser sapatão. quis achar um namorado inglês. lembrou que queria estudar cinema. escreveu um roteiro e foi aceita na escola de cinema.
ah... ela não ligou pra ele nenhuma vez. não mandou cartões postais. não mandou email (nem existia email ainda). não deu notícias.
entrou em contato depois de uns dois meses. ele tava fofo. com saudades. ela não sabia o que dizer. continuava sem saber discutir os sentimentos. chorou. de saudades. de medo. sei lá.
aí... no dia do aniversário dele ele apareceu. tipo vim te visitar. e agiu como se nada tivesse acontecido. como se ainda namorassem. e ela aceitou. ele ficou uma semana e voltou pro brasil.
ligava todos os dias. ela morria de ciúmes. ele morria de ciúmes e ela ignorava o ciúmes dele. começou o curso de cinema. ela descobriu um mundo novo. noruegueses. japoneses. noruegueses. austríacos (ah... os austríacos). ingleses. noruegueses. portugueses. noruegueses. não... ela não pegou nenhum norueguês. conheceu mais da metade da população da noruega, mas não catou nenhum guerreiro viking.
aí um dia ele apareceu. de mala e cuia. largou o emprego. largou tudo e foi pra lá ficar com ela.
eu quero olhar fixamente no espelho por muito tempo pra ver se me acho assistir os super-8 antigos pra ver se me lembro de quem sou parar de fumar, dançar e voltar a ter cintura 58 ou beber mais e me esquecer de tudo
la tristesse durera toujours... e eu nem sei dizer o porque
se ao menos fosse um objetivo palpável, ou admitível, ou permitido, ou claramente proibido, ou ilegal, imoral e que engorda.
não, não sei, não quero saber e quase tenho raiva de quem sabe
eu não quero ser deletada, porra!
e se eu fosse um peixe e resolvesse me matar e me amarasse a uma bexiga e fosse subindo como o padre voador e se aí descobrisse que podia respirar fora da água? seria bom?
A Itália decreta o censo da população cigana: o próximo passo será uma estrela cravada no peito?
ESCREVO COM tristeza, embora a história comece com um cartaz da Lega Nord que achei hilário. A Lega Nord é um partido político italiano que pregava o separatismo do norte da Itália, apostando no desprezo dos italianos do norte pelos meridionais pobres e roceiros que migravam rumo aos pólos industriais do norte do país (imagine, no Brasil, uma "Liga Sul" que quisesse um país de Espírito Santo para baixo, sem retirantes nordestinos). A Lega Nord, ao ganhar expressão nacional, teve que converter seu separatismo em exigências de autonomia regional. Como reanimou suas tropas? Simples. Na Europa, o vínculo do cidadão com sua terra é atávico e facilmente exclusivo -não é, como nas Américas, o fruto do sonho de antepassados que imigraram. Foi fácil, para a Lega, tornar-se o partido dos descontentes com as ondas de imigrantes externos dos últimos anos: africanos, asiáticos e europeus do Leste. Volto ao cartaz: é o perfil de um índio norte-americano, com seu cocar. Legenda: "Eles sofreram a imigração. Agora vivem em reservas. Pense nisso". Fiquei pasmo: os italianos não participaram da conquista do Oeste, mas muitos deles "fizeram a América"; agora deveriam se identificar com os índios norte-americanos e sua história? Qualquer coisa vale para tirar proveito da insegurança econômica e social das classes médias transformando-a em pavor do estrangeiro, do diferente, do outro afoito e rapace que estaria querendo nosso trabalho e nossas mulheres. O cartaz (www.leganord.org/ilmovimento/manifesti.asp) tem uma nova versão, com a legenda "A fuga das reservas começou" -ou seja, estamos retomando nossa terra das mãos dos invasores. É um jeito de festejar o endurecimento da política italiana contra os imigrantes no novo governo Berlusconi, do qual a Lega é um componente essencial. Posso entender (em termos) que um governo criminalize o acesso e a permanência ilegais no país. Imagino (em termos) que um grupo étnico, encabeçando as estatísticas do crime, venha a ser discriminado no dia-a-dia do trabalho de polícia (em muitos países, se um branco assalta um negro, a polícia, chegando, primeiro prende o negro e depois se preocupa com a reconstituição dos fatos). Mas começo a me horrorizar quando, encorajados pelas idéias ambientes, uns amalucados, como aconteceu na Itália, organizam pogrons para incendiar acampamentos de comunidades ciganas. Agora (Folha de 11 de julho) o governo italiano (apesar dos protestos da União Européia e da ONU) decretou um censo da população cigana nômade que vive na periferia das grandes cidades, crianças incluídas, com impressões digitais etc. -ou seja, um registro específico e detalhado que se torna obrigatório para uma etnia só. Note-se que um terço da dita população cigana não é imigrante, é italiana. E acrescente-se que o governo nomeou um responsável para a "questão cigana". Isso lembra alguma coisa? Nada parecido aconteceu, num país ocidental, desde o começo da exterminação dos judeus, dos homossexuais, dos ciganos (coincidência) etc., durante o nazismo e o fascismo. O próximo passo será uma estrela cravada no peito? Ou talvez, por os ciganos serem nômades, uma roda de charrete? Que cor? O governo italiano afirma que tudo isso é para proteger as crianças ciganas que são forçadas a pedir esmola nas esquinas. Em suma, é para o bem dos ciganos. A justificativa dá arrepios: no começo, os nazistas diziam que a deportação protegeria os judeus contra a hostilidade dos arianos. A oposição italiana e o papa se declararam contra. Poucas centenas de manifestantes apareceram em frente ao Parlamento, e só. Neste espaço, em maio, estando na Itália, escrevi que, com a chegada de um presidente da Câmara que já foi do MSI (partido herdeiro do fascismo italiano), ficava claro que o passado da luta antifascista não era mais o divisor de águas da política italiana (ou européia). Numa lápide murada no município de Cuneo (Piemonte), há um poema de Pietro Calamandrei, endereçado ao general nazista Kesserling, que acaba assim: "Por essas estradas se quiseres voltar/ aos nossos postos nos encontrarás/ mortos e vivos com a mesma garra/ povo reunido ao redor do monumento/ que se chama/ agora e sempre/ Resistência". Aparentemente, sobraram só os mortos. Resta esperar que os italianos daqui, quando votarem para as eleições na Itália, não se esqueçam. Escrito por kelly às 05h29 PM
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Le mois de juin Si j'avais su Si j'avais pu Eviter ça N'en jette plus Ne sois pas déçu Je n'ai rien vu de cela Mes deux mains cachaient ma figure Quand j'ai gâché notre proche futur Quand j'ai foncé vers la mer en voiture J'ai foncé A l'arrière j'avais ma guitare Mon laisser-passer et trois tonnes de bazar Quand j'ai heurté de plein fouet Les pleins phares Le fossé Si je me souviens La balade était bien Si je me souviens C'était au mois de juin Au mois de juin Beau mois de juin Si j'avais su Si j'avais pu En rester là Ne le dis plus Ne sois pas déçu Je n'ai pas baissé les bras Mes deux mains cachaient ma figure Quand j'ai gâché notre proche futur Quand j'ai foncé vers la mer en voiture Défoncée A l'arrière j'avais ma guitare Mon laisser-passer et trois tonnes de cafard Quand j'ai heurté de plein fouet Les pleins phares La jetée Si je me souviens La balade était bien Si je me souviens C'était au mois de juin Au mois de juin Beau mois de juin
e no sábado eu não estava fazendo nada... coloquei em um dos canais de filme
da tva, um quequase sempre depois da 10 da noite tá passando putaria e peguei um
filme pela metade:
post atrasado: 9 de julho revolução constitucionalista
sempre acho incrível como as pessoas que não cresceram em são paulo nunca ouviram falar na revolução de 32 sempre acho incrível como as pessoas que moram em são paulo não sabem o que é mmdc eu trabalho na rua mmdc e quase todas as vezes que falo o endereço perguntam se é em algarismos romanos...
Testemunhas e a mãe dizem que PMs dispararam mais de 16 tiros em direção ao carro dela; eles alegam que houve um tiroteio
PMs perseguiam Stilo preto, mas carro alvejado era um Palio Weekend grafite; PMs levaram as mãos à cabeça ao ver erro, dizem testemunhas
E DÁ PRA FINGIR QUE NÃO É COM A GENTE? Escrito por kelly às 01h28 PM
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LIVRARIA DA VILA RECEBE CONTARDO CALLIGARIS A Livraria da Vila promove hoje, às 19h30, com entrada franca, uma palestra com o escritor, psicanalista e colunista da Folha Contardo Calligaris. Com mediação da jornalista Milly Lacombe, o evento será na unidade da livraria na al. Lorena, 1.731, tel. 0/xx/11/3062-1063. Contardo acabou de participar da Flip e falará do evento literário e de seu romance "O Conto do Amor".
Curso Hoje, (dia 8 de julho) às 19h30 Tema: Compreender a arte moderna (1860-1960) - Módulo I
Palestrantes: Miriam Straus Local: Livraria Cultura Conjunto Nacional - Av. Paulista, 2073 - Loja 153 - Artes - São Paulo/SP Escrito por kelly às 01h23 PM
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QUINTA tom jazz ROCK O performático e também rouco Carlos Careqa lança novo álbum com versões em inglês e em português do repertório do cantor e compositor Tom Waits no Tom Jazz (av. Angélica, 2.331). Na quinta, às 22h. Ingresso: R$ 30. Censura: 18 anos.
Não Assim Tão Longe aborda um dos mais delicados temas da natureza humana: o suicídio. Fundamentados em cartas escritas por Sylvia Plath e Virginia Woolf, os atores Daniel Siwek e Adriana Seiffert questionam as inúmeras possibilidades da mensagem do ato. Dirigida por Maureen Miranda, esta é a primeira montagem da Insólita Companhia de Teatro, grupo fundado em 2007 que propõe a busca de uma estética própria através do trabalho de pesquisa e criação coletiva de seus textos.
Local: Espaço dos Satyros Preço(s): R$20,00; R$ 10,00 para estudantes, classe artística e terceira idade. Data(s): até 10 de agosto. Horário(s): Segundas e terças, às 21h. Observações: Duração: 60 minutos. Recomendação: 14 anos. Escrito por kelly às 06h08 PM
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e dia 2 agora tem ECHO Escrito por kelly às 11h46 AM
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não sei de amanhã, mas dia 8 de novembro eu tenho compromisso!!!!
FESTIVAIS EM SP
Motomix Quando: 28/6
Indie Rock Festival Quando: 29/8 Com: Broken Social Scene, Vampire Weekend e outros
Orloff Five Quando: 6/9 Com: Hives, Melvins, Plasticines, Vanguart, Tittsworth
Invasão Sueca Quando: 23 e 24/9 Com: Peter Bjorn and John, Shout Out Louds, Club 8
Skol Beats Quando: 27/9 Com: Justice, Digitalism, Dubfire, Pendulum e outros
Tim Festival Quando: final de outubro Com: Sonny Rollins e outros
Planeta Terra Quando: 8/11 Com: Bloc Party, Jesus & Mary Chain e outros
a semana foi produtiva em termos cinematográficos... não... não filmei nada... bem, agora tô indo fazer ofertas de pernambucanas, isso conta? o fato é que fui ao cinema 3 (três) vezes! fazia tanto tempo que não ia ao cinema mais de uma vez em uma semana! vi o documentário do joy division, o beijo roubado e fim dos tempos... Escrito por kelly às 08h49 AM
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é incrível com eu sempre tenho uma opinião forte e, muitas vezes equivocada, sobre todo e qualquer assunto... uma coisa... caetano velloso Escrito por kelly às 08h47 AM
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CECILIA GIANNETTI
Aqui a cobra fuma
Sugiro que o governo arranje um amor para cada fumante. E assim ocuparemos as nossas bocas com outras
ENTÃO VOCÊ ME ama e também te quero muito bem -e você quer que eu pare de fumar. A prefeitura também o queria -que eu parasse de fumar, não a você- e por isso forçou os estabelecimentos cariocas a enxotarem seus fumantes para a rua. O que, nas boates, foi uma piada e um fracasso. Várias placas nada sutis estão nas paredes escuras dos clubes noturnos; em algumas delas, pode-se ver uma caveira que acena ao lado de um túmulo e diz, sorrindo: "Te espero aqui do outro lado, fumante!", ou coisa parecida. Essas imagens estão espalhadas pelas casas noturnas, onde ainda é um charme bogartiano bebericar vodca Pepper e cuspir fumaça na cara do seu objeto de maior interesse naquela noite. A noite é selvagem, meu amor, e a cobra fuma. Não consigo me deter na palavra "amar", ou amor, ou amável, amabilidades. Só penso onde diabos você teria escondido meu isqueiro hoje. Os cigarros estão aqui no bolso da minha calça jeans. Comprei ontem à noite, ao desviar do caminho da academia. Não se pode pular com cólicas de mulher. Mas se pode fumar. A lei antifumo caiu! Vamos gozar outra vez! Devolva meu isqueiro ou quase queimarei a franja do cabelo outra vez tentando acender um mísero cigarrinho no fogão. Ou vou até a porta de nosso vizinho do apartamento 257, que é personal trainer tatuado, e peço fogo a ele. Que tal essa? Ele me atenderá com um sorriso de quem já ouviu centenas de vezes a mesma conversinha: "Um isqueirinho, um punhadinho de açúcar, tens, garanhão?" E sem camisa. O resto, ao menos na sua cabeça de macho enciumado, será um roteiro de filme pornô. Que me desculpem os não-fumantes, orgulhosos de suas virtudes; mas todos temos defeitos. E eu adoraria crer que esse, o de tragar lentamente a fumaça branco-azulada, fosse o meu único. Meu avô era sapateiro. Trabalhava ali na praça Onze, berço do samba do Rio de Janeiro, essas coisas todas. Antes disso, foi cafetão. A família de minha avó só permitiu que se casasse com ela em caso de ele largar o vício de explorar as mulheres da vila do Mangue. Apaixonado, ele nunca mais lidou com aquelas pobres mulheres. E assim virou sapateiro, por amor. Mas seguiu fumando a vida inteira. Esse vício não lhe tiraram, mas foi o que lhe tirou a vida, infelizmente. Sim, toda história tem dois lados -ao menos.
Outros isqueiros estão perdidos pela nossa casa, atrás de móveis centenários, da máquina de costura de minha avó, dos berços de caixa de papelão de animais semimortos que você traz para casa, com a desculpa de ampará-los e alimentá-los, mas só até que estejam saudáveis. Acabam ficando, como eu fiquei. Curada de quase tudo, exceto dessa vontade incontrolável de fumar e fumar e fumar. Ou de ao menos de acender o cigarro e detê-lo entre os dedos. Onde foi parar o prazer? "Eu te amo. Pare de fumar!". Amor sem prazer? E puxar e soprar a fumaça? Ok, você venceu: dessa vez não vou tragar. Porque a palavra "amor" causou-me incômodo culposo. Adesivos antifumo e estúpidas campanhas com caveiras nas paredes dos botecos não vão nos fazer parar de fumar. Sugiro que o governo arranje um amor para cada fumante. E assim ocuparemos nossas bocas com outras, em vez de entupi-las com aquele objeto perfeitamente cilíndrico, que de repente até soa erótico, que se acende e nos aquece. Um amor para cada fumante, prefeito. E largamos o cigarro. Combinado?
da folha de são paulo de hoje, 17 de junho de 2008 Escrito por kelly às 01h07 PM
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pelo menos, segundo o quiroga, tudo vai dar certo:
17 junho 2008
Nada de você se acostumar com desgraça alguma! Esta condição é passageira, e mesmo que tenha durado tempo suficiente para você se acostumar com ela, ainda assim você terá de se despedir da desgraça e dar a bem-vinda à graça. Escrito por kelly às 01h06 PM
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por que a qualidade da música é sempre inversamente proporcional à altura em que o cidadão ouve o som do carro? Escrito por kelly às 07h27 PM
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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, ALTO DA LAPA, Mulher, de 36 a 45 anos, Portuguese, English, Cinema e vídeo, Música MSN - falecomblue@hotmail.com